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Instalação do Debian Lenny Passo a Passo

Este é um site de compartilhamento de informações todo o conteúdo aqui encontrado
é um conjunto de informação obtido da própria internete. Portanto, não me responsábiliso pelo mal uso das informações aqui contidas. o intuito é apenas divulgar o conhecimento.


O Debian é simultaneamente o nome de uma distribuição não comercial (gratuita e de código fonte aberto) do GNU/Linux e de um grupo de voluntários espalhados pelo mundo todo que a desenvolvem e a mantém.

O Debian GNU/Linux é especialmente conhecido pelo seu sistema de de pacotes, chamado APT, que permite atualizações e instalações relativamente fáceis e quase sem esforço.

O ciclo de desenvolvimento das versões do Debian GNU/Linux passa por três fases:

Unstable - instável, aqui são adicionados os novos pacotes, essa versão, como o próprio nome já diz, é bastante instável, é nela que os desenvolvedores mais trabalham, é importante lembrar que nessa versão não existe o repositório de segurança;
Testing - teste, a testing é uma distribuição gerada automaticamente. Ela é gerada da distribuição instável (unstable) por um conjunto de scripts que tentam mover pacotes que provavelmente não possuem bugs críticos ao lançamento (release-critical). Eles o fazem de modo a garantir que as dependências dos outros pacotes na testing sempre possam ser satisfeitas (http://www.debian.org/devel/testing.pt.html);
Stable - estável, esta é a versão final, nenhum pacote é adicionado, ela recebe apenas atualizações de segurança ou reparos para bugs críticos. É a versão própria para o uso em desktops e servidores, ou seja, própria para o uso.


Quando as versões estão na fase "testing", elas são identificadas por nomes tirados dos personagens do filme Toy Story. Ao se tornarem "stable", as versões recebem um número de versão.

Na versão "unstable" ela recebe o nome do personagem SID.

Um pouco da história dessa maravilhosa distro pode ser acessada através do link abaixo: Debian.org: Project history.

Para maiores informações visite A FAQ (perguntas frequentes) do Debian GNU/Linux:

http://www.br.debian.org/doc/FAQ

Arquitetura suportada

O Debian GNU/Linux suporta as 11 maiores arquiteturas existentes:

Intel x86/IA-32 (i386) - x86 ou 80x86 é o nome genérico dada à família (arquitetura) de processadores baseados no Intel 8086, da Intel Corporation. A arquitetura é chamada x86 porque os primeiros processadores desta família eram identificados somente por números terminados com a seqüência "86": o 8086, o 80186, o 80286, o 80386 e o 80486;
Motorola 68k (m68k) - Motorola 680x0/0x0/m68k/68k/68K é uma família de microprocessadores CISC 32-bit utilizados em uma ampla gama de dispositivos, concorrendo principalmente com a família x86 da Intel. A família 680x0 de processadores foi usada em uma gama de sistemas, desde a calculadora TI-89 da Texas Instruments até sistemas de controles do Ônibus Espacial;
Sun SPARC (sparc) - SPARC (acrônimo para Scalable Processor ARChitecture, significa Arquitetura de Processadores Escaláveis) é uma arquitetura de processador desenvolvida pela Sun em 1985 baseada na arquitetura RISC.


A empresa desenvolveu a sua própria implementação SPARC (UltraSPARC) e também licenciou a arquitetura para outros fabricantes, como a Fujitsu, para que produzissem processadores compatíveis.

A arquitetura SPARC é inspirada na máquina RISC I de Berkeley, e o seu conjunto de instruções e organização de registos é fortemente baseado no modelo RISC de Berkeley. Para maiores informações visite:

http://pt.wikipedia.org/wiki/SPARC

Outras arquiteturas:

Alpha (alpha);
Motorola/IBM PowerPC (powerpc);
ARM (arm and armel);
MIPS CPUs (mips and mipsel);
HP PA-RISC (hppa);
IA-64 (ia64);
S/390 (s390);
AMD64 (amd64).


Bom, chega de teoria vamos a prática...

Iniciando instalação do Debian

Obtendo o CD de instalação

Escolha a sua arquitetura, decida qual a versão que você vai querer usar e faça o download da ISO, para fins de estudo vamos adotar a versão "Stable".

Baixe a ISO em:

http://www.br.debian.org/CD/http-ftp/#stable

Após o download grave em um disco, prossiga com o restante do tutorial.

Insira o CD ou DVD contendo a imagem de instalação do sistema.

Quando iniciado aparecerá uma tela de abertura.

Essa tela é na verdade um prompt onde podemos usar várias configurações de instalação, como instalar usando o instalador gráfico (abordado em outro tutorial), carregar configurações para quem está tendo problemas com a instalação, por exemplo, ao tentar instalar uma tela preta aparece e não sai mais, pode ser problema com o seu gerenciamento de energia ou com sua resolução, pois bem, é a partir desse prompt que temos a interface de instalação para usuários com pouco conhecimento e usuários experts.

Vamos fazer uma instalação básica do sistema, para isso aperte Enter ou digite "install" e pressione Enter.

A primeira tela que aparece após os arquivos de instalação terem sido carregados é a de "Choose Language", aqui você escolherá qual a linguagem deseja usar no seu sistema, para o nosso exemplo vamos usar "Portuguese (Brazil)", desça o cursor ate chegar à linguagem escolhida.

A próxima tela que aparecerá está perguntando, com base na linguagem escolhida, em que país você está, selecione Brasil e pressione Enter.

Logo em seguida será carregada a tela pedindo para selecionarmos o layout de teclado, como meu teclado é ABNT2, escolhi Português Brasileiro (br-abnt2).

O sistema tentará detectar o seu hardware.

Se você possuir um serviço de DHCP rodando em seu roteador, ele vai configurar o seu endereço IP automaticamente, caso contrário ele vai exibir uma tela dizendo que a configuração automática da sua placa de rede falhou, não se preocupe com isso agora, vamos resolver esse problema mais a frente, pressione Enter e vamos continuar com a nossa instalação.

A próxima tela aparecerá pedindo para você configurar a rede manualmente, caso você conheça o seu esquema de rede pressione Enter, caso contrário selecione a opção "Não configurar a rede agora".

Vamos escolher o nome da nossa máquina, escolha um nome ou mantenha o nome sugerido pelo sistema Debian.

Pressione Tab e selecione continuar, pressione Enter.

Particionando o disco rígido

Esse passo é de fundamental importância, alerto que o mesmo deve ser feito com extremo cuidado e atenção. Devo ressaltar que o autor desse tutorial não se responsabiliza por qualquer dado perdido.

Antes de prosseguirmos com o nosso tutorial, vamos à algumas explicações básicas sobre sistemas de arquivos.

Cada sistema de arquivos serve para oferecer ao sistema operacional a estrutura necessária para ler/gravar os arquivos.

Dentre os sistemas de arquivos suportados pelo GNU/Linux posso destacar os seguintes:

Ext3 - Esse sistema possui melhorias em relação ao EXT2, como destaque principal o recurso de jornaling. O jornaling mantém um log de todas as operações no sistema de arquivos, caso aconteça uma queda de energia elétrica, o fsck verifica o sistema de arquivos no ponto em que estava quando houve a interrupção;
SWAP - Usado para oferecer memória virtual ao sistema;
ReiserFS - Este é um sistema alternativo ao Ext2/3 que também possui journaling, entre as suas principais características estão que ele possui tamanho de blocos variáveis, suporte a arquivos maiores que 2 GB (essa é uma das limitações do Ext3) e o acesso mhash a árvore de diretórios é um pouco mais rápida que o Ext3.


O particionador de discos será carregado.

Opções:

Assistido - usar o disco inteiro - Essa opção usará todo o disco rígido, caso você não tenha outro sistema operacional na sua máquina e não possua conhecimentos sobre o particionamento manual do seu HD, poderá usar esta opção;
Assistido - usar o disco todo e configurar LVM - mesma coisa da opção anterior, porém com uma diferença, ele instalará e configurará o LVM, um recurso disponível no Linux que significa (Logical Volume Manager - Gerenciador de Volume Lógico), serve para redimensionar a partição caso o espaço fique pequeno;
Assistido - usar o disco todo e LVM criptografado - mesma coisa da opção anterior, porém além de instalar o LVM, irá criptografar todo o seu disco rígido. Aconselhável somente para quem sabe o que esta fazendo;
Manual - Essa opção requer um pouco mais de conhecimento do usuário.


Para fins de conhecimento, vamos usar a opção manual.

Depois de selecionada a opção manual aparecerá a tela para particionar disco manualmente.

Selecione em seu HD o espaço livre e pressione Enter.

Aparecerá uma tela perguntando como você deseja usar o espaço livre.

Opções:

Criar uma nova partição - Para criar uma partição manualmente;
Particionar automaticamente o espaço livre - O sistema irá analisar o espaço livre e com base nessas informações irá particionar automaticamente. Recomendado para quem está em dúvida de como particionar.


Para o nosso exemplo usaremos a primeira opção "Criar uma nova partição", selecione e pressione Enter.

Vamos adotar para fins de conhecimento o seguinte layout de particionamento: 100 MB para a partição de boot do sistema. Altamente recomendado para quem vai usar LVM.

Digite 100 MB, o sistema de instalação consegue identificar a nomenclatura MB.

Pressione Tab, selecione continuar e pressione Enter.

Aparecerá perguntando o tipo da partição, por padrão o GNU/Linux aceita quatro partições primárias, para o nosso exemplo vamos criar duas partições primárias e o restante em partições lógicas.

Pressione Enter e a próxima tela que aparecerá, perguntará se você deseja que a nova partição seja criada no início ou no final do espaço disponível, selecione início e pressione Enter.

Selecione "ponto de montagem" e pressione Enter.

Na tela que se segue selecione /boot e pressione Enter, o sistema voltará para a tela 2.5, selecione agora a opção "flag inicializável" e pressione Enter, feito isso selecione "finalizar a configuração da partição".

Obs.: Anote o caminho da sua partição onde ficará o boot, vamos precisar dela mais para frente.

O sistema voltará para o particionador de discos.

Vamos criar agora a partição de SWAP (área de troca) que vai auxiliar a memória RAM caso seja necessário.

Selecione novamente o espaço livre e pressione Enter.

Selecione "Criar uma nova partição" e vamos colocar para fins de aprendizagem 1 GB, após digitado a quantidade pressione Tab, selecione a opção continuar e pressione Enter.

Aparecerá novamente a tela de Nova partição, vamos repetir os passos mencionados no item anterior, quando aparecer a tela 2.5 selecione "usar como:" e escolha a opção "área de troca", pressione Enter, logo em seguida selecione a opção "finalizar a configuração da partição".

O sistema voltará para o particionador de discos.

Selecione novamente o espaço livre e pressione Enter.

Vamos criar a partição /home fora da partição raiz /, essa atitude é altamente recomendada, se possível em outro HD.

Selecione "Criar uma nova partição", seria interessante colocar uns 40 ou 50 % do espaço livre para essa partição, visto que é nela que ficarão todos os arquivos e configurações dos usuários do sistema, depois de digitado a quantidade, pressione Tab, selecione a opção continuar e pressione Enter.

Vamos escolher agora como tipo de partição "Lógica", pressione Enter, novamente selecionamos "início" e pressione Enter.

Na tela de Ponto de montagem, selecione a opção "ponto de montagem", pressione Enter e escolha a opção /home, pressione Enter novamente e depois selecione "finalizar a configuração da partição".

O sistema voltará para o particionador de discos.

Selecione novamente o espaço livre e pressione Enter.

Vamos criar agora a partição raiz /, para funcionar corretamente com um sistema básico são necessários somente 300 MB, mas vamos usar para fins de aprendizagem todo o espaço livre restante.

Selecione criar uma nova partição, deixe o espaço livre, aperte Tab e selecione continuar, crie a partição como lógica, na tela já estará selecionado como ponto de montagem a partição raiz /, somente selecione a opção finalizar a configuração da partição.

Lembrando que estamos usando o sistema de arquivos ext3, padrão do Debian, esse sistema de arquivos oferece suporte a Journaling.

Agora selecionamos a opção "Finalizar o particionamento e gravar mudanças no disco".

A tela de Finalizar particionamento de disco aparecerá informando todas as mudanças feitas no disco rígido, caso esteja tudo correto selecione sim e pressione Enter.

O sistema formatará as partições.

Configurações de usuários

Logo após a formatação dos discos, o sistema pedirá pra que você selecione o seu fuso horário, escolha o que for apropriado pra você e pressione Enter.

O próximo passo será o de cadastramento da senha de root, escolha uma senha, pressione Enter, o sistema vai pedir para que você confirme a senha.

Agora um passo de fundamental importância, a criação de um usuário, esse processo é importante para evitar que você sempre efetue login como super-usuário do sistema, podendo assim acidentalmente danificar o seu sistema ao executar um comando errado.

Digite o seu nome completo.

Pressione Enter, digite o seu nome de usuário (login).

Pressione Enter, digite as senhas para o seu usuário e pressione Enter.

Distribuições baseadas no Debian

Segue uma pequena lista de algumas distribuições baseadas no Debian Linux.

Distribuições baseadas no Debian:

Big Linux;
Debian-BR-CDD;
DreamLinux;
Dizinha Linux;
FAMELIX GNU/Linux;
Kalango Linux;
Kanotix;
Knoppix;
Kurumin Linux;
Kake Linux;
Libranet;
LinEx;
Linspire (antigo Lindows);
Mepis;
Morphix;
Muriqui Linux;
Progeny Debian;
Resulinux;
Rxart;
Sacix;
Satux;
Stormix;
Ubuntu;
Xandros;
Indymix.

 

Observações

A tabela de partições suporta no máximo quatro partições "primárias", uma das quais deve ser usada se você quiser criar partições "estendidas" (ou "lógicas"). Em outras palavras, as que serão representadas dentro de uma única partição primária. Isso é um quebra-galho para o design limitado das tabelas de partição do MS-DOS, e é por isso que você dificilmente encontra um dispositivo /dev/hda4/ nas tabelas de montagem. Geralmente as tabelas pulam de /dev/hda3 (a última partição primária) para /dev/hda5 (a primeira partição estendida).


Para as partições do FreeDOS e do Windows temos que seguir regras mais rígidas, devido a limitações em seus drivers de acesso ao disco. O GRUB também tem algumas restrições, que limitam a localização física do diretório /boot/grub no HD. O Linux por si só é extremamente flexível e pode rodar plenamente em partições estendidas, incluindo o swap.


A partição raiz do Linux também ficou pelo início, para que o diretório /boot/grub pudesse ser acessado pelo
GRUB. Se não fizer isso, você receberá uma mensagem de erro quando o GRUB tentar iniciar e as coisas vão parar por aí mesmo (aliás, não use links simbólicos no diretório /boot/grub, pode ser que o GRUB não consiga segui-los).



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